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Transporte Coletivo: Petulância! Prefeitura acaba de “arrochar a tarifa” e já falam em novo aumento

Portal Bem Paraná:

Com data base de categoria, tarifa de ônibus pode subir. De novo. Negociação de reajuste salarial dos trabalhadores pode fazer Urbs reajustar a passagem mais uma vez.

A tarifa de ônibus em Curitiba subiu desde ontem para R$ 3,70 nos dias úteis e R$ 2,50 nos domingos. Mas em breve um novo reajuste pode ser anunciado. É que fevereiro é o mês database de motoristas e cobradores do transporte coletivo, que na noite de ontem realizaram a primeira assembleia (foto) para tratar do assunto na Praça Rui Barbosa

Na semana passada, Roberto Gregório, presidente da Urbs, já havia admitido que a passagem de ônibus poderia subir novamente após o término das negociações. Além do lançamento da Campanha Salarial, a assembleia aprovou greve a partir do dia 6, sábado de Carnaval, caso os salários não sejam pagos até o dia 5 de fevereiro. Uma proposta inicial de reposição da inflação foi rejeitada pelos trabalhadores, que falam em “tirar o atraso que 20 anos de pelegagem deixaram no nosso salário”.

Para isso, além da reposição da inflação (que fechou o ano em 10,6%), eles cobram um bônus de R$ 380 em parcela única e aumento de R$ 45 no vale-alimentação. Além conversas sobre o reajuste salarial de motoristas e cobradores e suas possíveis implicações, a cidade também deve ser agitada por manifestações. Um ato da Frente de Luta pelo Transporte estava marcado para acontecer ontem, mas foi cancelado.

Hoje, às 18 horas, não só a FPL, mas também o movimento Tarifa Zero e o Conselho Municipal de Juventude devem ir às ruas.
O ato, o segundo desde que começou a se especular sobre o aumento da tarifa de ônibus – o primeiro aconteceu no dia 22 do último mês e reuniu cerca de 100 pessoas -, terá concentração na Boca Maldita e ainda não teve o trajeto definido. No Facebook, mais de 400 pessoas já confirmaram presença. Oprotesto reuniu cerca de 30 pessoas na Praça Santos Andrade ontem.

Na página do evento na rede social, os organizadores explicam quais são suas reivindicações. “Mais uma vez vamos às ruas unificados com a Frente de Luta Pelo Transporte e o Tarifa Zero contra o aumento da tarifa do transporte público em Curitiba e também pelo rompimento imediato do contrato de licitação feito com as empresas de ônibus em 2011”.

#ForaFruet – Barulhaço nas redes sociais, contra ‘aumento abusivo’ na tarifa de ônibus em Curitiba

Gustavo Fruet não tem coragem e autoridade para enquadrar as empresas que operam o sistema de transporte coletivo em nossa  capital. Prefeito preguiçoso, deixa a situação ao “Deus dará”, sobrando sempre para o usuário, o sacrifício maior.

Por isso, a Frente Ampla da Cidadanis convoca para esta terça-feira (2) protesto geral, denominado “Barulhaço nas edes sociais” contra o achaque dos trabalhadores que dependem do ônibus para o deslocamento diário e permanente.

Convide os amigos do whatsapp e se manifeste no twitter, no facebook e em todos os meios e locais possíveis. Só mostrando a nossa força e nosso repúdio, poderemos frear essa roubalheira.

Usuário do transporte coletivo, não pode ser penalizado mais uma vez, diz Luciano Ducci

O deputado Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba, criticou o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) pelo aumento da passagem de ônibus para R$ 3,70 na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro.

“Fruet dizia que desintegrando o transporte, deixando o Estado cuidar da região metropolitana e a prefeitura do sistema de Curitiba, não precisaria aumentar o valor da tarifa. O que acontece agora: uma greve atrás da outra por salários atrasados e tarifas cada vez mais altas, acima da inflação. E o pior, o prefeito avisa que vai ter mais aumento em março”, disse.

Ducci vai além e atribui o aumento da passagem à má condução de todo processo por parte de Fruet em manter o subsídio do governo estadual. “Fruet recebeu o subsídio para o transporte coletivo e não quis continuar o processo de negociação com o Estado para manter a rede integrada do transporte”, conclui.

‘Frente Ampla protesta contra tarifaço de Fruet. Basta de aumento na passagem de ônibus!’

A Frente Ampla da Cidadania, movimento que reúne ativistas sociais de Curitiba, está convocando toda a população a protestar, sob qualquer forma, contra o que chama de “tarifaço” do prefeito Gustavo Fruet (PDT) no transporte coletivo de Curitiba.

“Basta de aumento na passagem do ônibus!”, diz Doático Santos. “Estaremos mobilizados nas redes sociais e nas ruas contra o prefeito que arrocha os usuários do transporte coletivo, deixa atrasar os salários dos motoristas e cobradores, é conivente com as greves que prejudica os moradores de Curitiba, e entrega fortunas, milhões de reais, às empresas de ônibus”, adianta.

A tarifa de ônibus subiu de R$ 3,30 a R$ 3,70 – 12% bem acima do inflação do período – e o prefeito já sinaliza com novo aumento para março, e a passagem pode custar R$ 3,80 até R$ 4,00. “É a tarifa mais cara do Brasil e o prefeito só sabe reclamar. Desintegrou o sistema com as cidades metropolitanas, afirmando que a passagem iria abaixar, mas acontece justamente ao contrário. Os ônibus estão sucateados, atrasados, os terminais estão cheios, as pessoas são transportados como sardinhas em lata”, diz Doático.

“Vamos tomar as ruas e até o que prefeito reveja esses aumentos. Não vamos dar trégua. Hoje quem manda no transporte coletivo são as empresas. O que prefeito entregou o sistema para elas administrarem para ganharem, cada vez, mais dinheiro penalizando os próprios trabalhadores e a população de Curitiba. É uma vergonha”, completa.

Tarifa do ônibus em Curitiba, sobe para R$ 3,70

27Prefeitura espera evitar novas greves com o valor, que pode subir dependendo da negociação salarial de motoristas e cobradores

Tá na Gazeta do Povo – 30.01.2016

O passageiro de Curitiba vai pagar R$ 3,70 para andar de ônibus a partir da próxima segunda-feira, dia 1.º de fevereiro, o que representa um aumento de 12,12% sobre o valor atual. Pelo segundo ano consecutivo, a Urbs, empresa que administra o sistema, definiu o reajuste antes do anúncio de uma nova tarifa-técnica (valor real de cada passageiro pago repassado às empresas pela Urbs).

Isso significa que, se houver um aumento salarial aos motoristas e cobradores acima do que ela prevê que as empresas concederão, é possível que a tarifa seja reajustada de novo após 26 de fevereiro (data do anúncio da nova tarifa-técnica). A data-base da categoria também ocorre em 1.º de fevereiro.

Saiba como carregar o cartão-transporte antes do aumento da passagem

A administradora do sistema usou como base para a previsão o último reajuste de 9% (quase 2% acima da inflação na época) , ocorrido em março do ano passado. O anúncio da nova tarifa foi feito no começo da tarde desta sexta-feira (29), na sede da empresa na Rodoferroviária de Curitiba. “Nós avaliamos e acreditamos que não exista esse risco [de novo aumento da tarifa]. Pelo menos, estamos trabalhando para eliminá-lo”, disse o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior. O salário dos trabalhadores representa quase 50% da tarifa-técnica repassada aos empresários.

Outra consequência do aumento da tarifa antes do fim das negociações dos trabalhadores com as empresas é uma sobra que a Urbs terá em cada passagem nova paga pelo usuário até o anúncio da nova tarifa-técnica. Como a tarifa-técnica atual é R$ 3,27 e, a partir de segunda-feira, o passageiro pagará R$ 3,70, a diferença de R$ 0,43 irá direto para o Fundo de Urbanização de Curitiba, segundo Gregório. De acordo com ele, o dinheiro já tem destino certo.

“Estamos prevendo que a partir do dia 1.º de fevereiro vamos ter que pagar às empresas uma massa relativa ao aumento do salário dos motoristas e cobradores. Se as negociações forem concretizadas já ou no final do mês, o fato é que esse valor do dia 1.º ao 25 terá de ser pago. Então precisamos garantir o caixa para essa operação”, afirmou.

E se o contrato do transporte coletivo de Curitiba fosse rompido?
Durante a entrevista, Gregório ainda defendeu que o reajuste está bem abaixo da média em relação aos aumentos em outros setores. Mencionou ainda que o valor reajustado da tarifa representa um peso menor ao salário mínimo do trabalhador que em 2005. “Em 2005, precisava mais de 36% do salário mínimo para comprar 50 passagens. Hoje a média destes anos do Gustavo Fruet, incluindo a tarifa de agora, dá pouco mais de 20% do comprometimento do salário mínimo”, disse. c).