Crescimento da população de idosos abre debate sobre moradias do futuro


Fórum sobre moradia para idosos promovido pelo ‘Estadão’ discutiu qualidade de vida da terceira idade. Veja outros conteúdos do especial.  humanidade vem superando obstáculos e evoluiu para uma vida mais saudável e longeva. Esse aumento da expectativa de vida está forçando a quebra de paradigmas. O primeiro deles, pilar para a construção dessa sociedade mais inclusiva, é o de moradia. 

Roberta Cardoso, especial para o Estado

SÃO PAULO – Os idosos do mundo todo querem independência da família para tomar a decisão de morarem sozinhos ou em grupos.  Independência. Antonio e Anna, 91 anos, gostam de manter a autonomia no condomínio onde moram. Grupo quer criar lar coletivo em SP para idosos envelhecerem juntos. As implicações sociais, estruturais e econômicas de uma sociedade mais sênior pautaram a primeira edição do Fórum de Moradia para Longevidade, evento organizado pelo Estado em parceria com o Sindicato da Habitação (Secovi) e a Aging Free Fair, feira sobre o mercado para a terceira idade.

‘Uma cidade boa para idosos é uma cidade para todos’, diz especialista. Todos os gargalos e possíveis soluções para a criação de modelos de moradias que atendam as necessidades do idoso foram largamente discutidos por especialistas e profissionais, da esfera público e privada, num encontro que reuniu centenas de pessoas em São Paulo. ‘Estadão’ promove debate e mesas redondas sobre moradia para o segmento sênior. 

A importância do debate sobre habitação para a terceira idade tem respaldo da ONU. Em 2050, segundo projeções da organização, o número global de idosos chegará a 2 bilhões de pessoas, o que representará 22% dos indivíduos – marca que vai superar o número total de menores de 15 anos. O País precisa de uma política nacional de habitação para idosos.
Não podemos ignorar que a população acima dos 60 anos está crescendo.
Ricardo Coutinho, governador da Paraíba

O Brasil não escapa desse cenário. A população madura do País representava 22,3 milhões de pessoas quando a última pesquisa IBGE sobre o tema foi publicada, em 2011.
As projeções e estatísticas endossam a necessidade ampliar as discussões , os debates e as ações relativas a inclusão dos futuros idosos em um planeta cada vez mais populoso, sem tempo e tecnológico. Tem namoro, tem fofoca, tem senhoras competindo para saber quem está mais elegante, mas isso é vida, é melhor do que ficar em casa com a cuidadora.

Ricardo Soares, da Brazil Senior Living
Nos anos 70, as 10 maiores cidades do mundo somavam 114 milhões de pessoas. Em 2025, abrigarão 234 milhões. Até lá, segundo um estudo da consultoria McKinsey, mais de 130 centros urbanos vão se tornar megacidades (aquelas com mais de 10 milhões de habitantes). O envelhecimento da população e a expansão das megalópoles está multiplicando os problemas da sociedade. Por outro lado, esse contingente sênior, concentrado em grande maioria em centros urbanos, tem muito a contribuir.

Os habitantes também parecem ser uma fonte de ideias inovadoras para melhorar a qualidade de vida. A paisagem urbana, assim como a forma que a sociedade lida com a velhice, tende a mudar. Alternativas sustentáveise inclusivas, já são realidade, inclusive no Brasil.
Quem não tiver estratégia para o seu envelhecimento vai fazer parte da estratégia de alguém.
Sérgio Mühlen, professor da Universidade de Campinas e membro da Associação da Vila Conviver

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