Tarifa do ônibus em Curitiba, sobe para R$ 3,70

27Prefeitura espera evitar novas greves com o valor, que pode subir dependendo da negociação salarial de motoristas e cobradores

Tá na Gazeta do Povo – 30.01.2016

O passageiro de Curitiba vai pagar R$ 3,70 para andar de ônibus a partir da próxima segunda-feira, dia 1.º de fevereiro, o que representa um aumento de 12,12% sobre o valor atual. Pelo segundo ano consecutivo, a Urbs, empresa que administra o sistema, definiu o reajuste antes do anúncio de uma nova tarifa-técnica (valor real de cada passageiro pago repassado às empresas pela Urbs).

Isso significa que, se houver um aumento salarial aos motoristas e cobradores acima do que ela prevê que as empresas concederão, é possível que a tarifa seja reajustada de novo após 26 de fevereiro (data do anúncio da nova tarifa-técnica). A data-base da categoria também ocorre em 1.º de fevereiro.

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A administradora do sistema usou como base para a previsão o último reajuste de 9% (quase 2% acima da inflação na época) , ocorrido em março do ano passado. O anúncio da nova tarifa foi feito no começo da tarde desta sexta-feira (29), na sede da empresa na Rodoferroviária de Curitiba. “Nós avaliamos e acreditamos que não exista esse risco [de novo aumento da tarifa]. Pelo menos, estamos trabalhando para eliminá-lo”, disse o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior. O salário dos trabalhadores representa quase 50% da tarifa-técnica repassada aos empresários.

Outra consequência do aumento da tarifa antes do fim das negociações dos trabalhadores com as empresas é uma sobra que a Urbs terá em cada passagem nova paga pelo usuário até o anúncio da nova tarifa-técnica. Como a tarifa-técnica atual é R$ 3,27 e, a partir de segunda-feira, o passageiro pagará R$ 3,70, a diferença de R$ 0,43 irá direto para o Fundo de Urbanização de Curitiba, segundo Gregório. De acordo com ele, o dinheiro já tem destino certo.

“Estamos prevendo que a partir do dia 1.º de fevereiro vamos ter que pagar às empresas uma massa relativa ao aumento do salário dos motoristas e cobradores. Se as negociações forem concretizadas já ou no final do mês, o fato é que esse valor do dia 1.º ao 25 terá de ser pago. Então precisamos garantir o caixa para essa operação”, afirmou.

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Durante a entrevista, Gregório ainda defendeu que o reajuste está bem abaixo da média em relação aos aumentos em outros setores. Mencionou ainda que o valor reajustado da tarifa representa um peso menor ao salário mínimo do trabalhador que em 2005. “Em 2005, precisava mais de 36% do salário mínimo para comprar 50 passagens. Hoje a média destes anos do Gustavo Fruet, incluindo a tarifa de agora, dá pouco mais de 20% do comprometimento do salário mínimo”, disse. c).

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