Serenidade do Fruet, salva último debate; “frescurite e despreparo” de Greca soam descomunais

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No debate da RPC, tradicional evento de fechamento da campanha eleitoral, a postura, clareza e exposição tranquila das propostas do prefeito Gustavo Fruet, foram o ponto alto.

Para quem imaginava que as fanfarronices do ex-prefeito Rafael Greca fossem alcançar êxito, frustação. Ele (Greca), iniciou a participação no debate esquecendo de saudar os telespectadores, os demais concorrentes e a emissora promotora da transmissão. Depois tentou de forma ridícula dar pulinhos e socos no ar como se estivesse diante de uma claque de auditório. Não bastasse isso, Greca ao se desviar da resposta em várias perguntas, mostrou o despreparo sobre os temas da cidade.

Fruet, serenidade do começo ao fim

O prefeito de Curitiba e candidato à reeleição pela coligação Curitiba Segue em Frente (PDT/PV/PTB/PRB/PPS), Gustavo Fruet, demonstrou ser o mais preparado para administrar mais uma vez a capital paranaense durante o último debate do primeiro turno dessa eleição, na RPC TV, afiliada à Rede Globo no Paraná. Gustavo destacou a seriedade com que conduziu a prefeitura utilizando dinheiro público com foco nas pessoas durante as quase duas horas do programa. O debate aconteceu na noite dessa quinta-feira (29) nos estúdios da RPC em Curitiba, no bairro Mercês.

Gustavo disse que, ao contrário do governo do Paraná e do governo federal, Curitiba não teve denúncias de corrupção pela seriedade da equipe formada para administrar a cidade a partir de 2013. “Eu não envergonhei Curitiba. Aqui não há quadrilha instalada. Eu não negociei apoio em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) assinando e retirando assinaturas. Eu investi para aumentar a qualidade de vida para nosso povo. Somos nota 10 em transparência reconhecida pelo Ministério Público Federal.”

O prefeito Gustavo ressaltou o orgulho das pessoas de morar em Curitiba. “Quero ressaltar minha profunda confiança na nossa cidade. Aqui, na contramão da crise, ampliamos e aumentamos a qualidade dos serviços públicos, como aconteceu na Educação. É uma alegria participar dessa eleição. Alguns candidatos tentam desqualificar a cidade em nome de um projeto eleitoral. Curitiba foi reconhecida pela agência Austin Ratings como a melhor cidade do Brasil para se viver. A cidade está à frente do seu tempo porque, mesmo em um momento de crise, é referência em áreas verdes, inovadora e uma das primeiras cidades que abriu sua base de dados para desenvolvimento de aplicativos.”

Sobre a mobilidade, um dos temas mais importantes para Curitiba, Gustavo convidou os candidatos a acompanhar nessa sexta-feira a abertura das Propostas de Manifestação de Interesse (PMI) para implantar Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e Veículos Leves sobre Pneus (VLP) movidos à eletricidade. A previsão é implantar essas novas linhas de transporte elétrico em quatro eixos: Linha Verde-Centro; Linha Verde Norte-Sul; Aeroporto-Rodoviária-Centro Cívico; Cachoeira-Rodoviária-PUC/Linha Verde.

“Estamos concluindo a primeira pesquisa de origem e destino da cidade e junto com esses novos eixos de transporte poderemos reordenar o transporte e dar mais qualidade para esse serviço público. Eu vejo nessa eleição muita desinformação e muita desatualização. Nós tivemos que retomar obras abandonadas pelo governo do estado, retomamos as obras da Linha Verde, fizemos três viadutos (Marechal Floriano Peixoto, Affonso Camargo, e Viaduto Estaiado) e três novas trincheiras (Roberto Cichon, Agamenom Magalhães e Izaac Ferreira da Cruz). Revitalizamos ainda toda a extensão da Marechal Floriano e a Avenida das Torres.”

Saúde e Educação

As equipes de Saúde da Família saltaram de 185 para 234 com Gustavo Fruet. Na Saúde Bucal, o aumento foi de 156 para 165. Com isso, foi ampliada a cobertura da atenção básica de 47% para 59% da população. O prefeito lembrou da oferta maior de serviços públicos durante o período de crise econômica. “Pela primeira vez ampliamos a rede de saúde com mais recursos no SUS (Sistema Único de Saúde) que o governo federal e governo estadual. Mais do que novos investimentos, a cidade precisa garantir a melhora da estrutura existente. Reformamos 98 unidades de saúde e a revitalizamos quatro UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), entregamos a UPA da Matriz e vamos entregar a UPA do Tatuquara. Temos o menor índice de mortalidade infantil da história, reduzimos as filas de especialidades e ampliamos para 60% da população o atendimento da cobertura básica.”

O prefeito citou ainda os avanços em Educação na gestão com a abertura de mais de 10 mil vagas para crianças na Educação Infantil até fim desse ano. “Entregamos 15 novos CMEI´s (Centros Municipais de Educação Infantil), vamos entregar mais dez e vamos deixar outros nove para serem entregues na próxima gestão. Zeramos a demanda por vagas para crianças a partir dos 4 anos de idade. Curitiba tem a maior oferta de ensino integral na educação infantil do Brasil: 86% das nossas crianças de 0 a 5 anos são atendidas. ”

Outro projeto de destaque da administração foi o Equidade que deu atenção especial às escolas com vulnerabilidades sociais e o resultado foi redução do abandono escolar, aumento da frequência nas aulas e maior participação das famílias. Houve ainda a implantação de novos planos de carreira, que beneficiaram 17.187 professores de CMEIs e escolas municipais com a garantia de progressão. Em média, os ganhos financeiros chegam a 40% do salário e batem 60% em alguns casos.

“No abastecimento, garantimos uma alimentação saudável para as famílias com o programa Nossa Feira, que oferece frutas e verduras com preços 40% mais baixos e incentiva uma rede de fornecedores de mais de 10 mil produtores da agricultura familiar da região metropolitana”, lembrou Gustavo ao falar a importância de oferecer comida de boa qualidade para que as famílias mais vulneráveis enfrentassem a crise econômica com menos sobressaltos.

Cultura, habitação e segurança

Ao falar sobre Cultura, Gustavo ressaltou a destinação de 1% do orçamento da cidade para a área cultural, com a descentralização de atividades levando apresentações, shows e espetáculos aos bairros. “Os vários eventos que promovemos reuniram mais de 1 milhão de pessoas nas dez regionais. Criamos a Lei de Preservação de Imóveis, que era uma demanda da cidade. Reabrimos a Casa Klemtz, a Casa Miguel de Cervantes, o Palácio dos Estudantes, a Casa Kozak e recolocamos Curitiba no cenário nacional de grandes eventos com a reabertura da Pedreira Paulo Leminski, que ficou 8 anos fechada.” O prefeito citou ainda o programa Arte nas Escolas, que leva o acesso à Cultura para as crianças. “Temos ainda o Circo da Cidade, no Boqueirão. Levamos o Garibaldis e Sacis para o Sítio Cercado e as escolas de samba para a Marechal Deodoro. Vamos descentralizar as apresentações da Camerata Antiqua”.

Na segurança, Gustavo destacou o reaparelhamento da Guarda Municipal para fazer frente à falta de policiais militares para atender a demanda por policiamento. “Nós fornecemos armas letais e não letais para todos os guardas municipais, com munição, coletes à prova de balas. Colocamos para operar agora o segundo Módulo Móvel da Guarda, fizemos cursos de capacitação e inauguramos a Academia da Guarda na Cidade Industrial. Criamos a o Gabinete de Gestão Integrada, que faz um trabalho de monitoramento de segurança principalmente nas regiões mais vulneráveis. Atuamos forte ainda na prevenção, com os Portais do Futuro para jovens.”

O prefeito comentou ainda as ações em habitação e meio ambiente, que permitiu à cidade estar há mais de um ano sem nenhuma família desabrigada devido a enchentes. “Nós fizemos a regularização de 12 mil lotes. Nunca foi feito isso na história da cidade. A partir do novo Plano Diretor, que já está em vigor, vamos facilitar as desapropriações. Desatamos os nós da área ambiental e reduzimos, em parceria com as cidades da região metropolitana, a destinação final de resíduos e abrimos uma consulta pública para elaborar um edital para um novo modelo de coleta, destinação final e reutilização de resíduos. Fizemos o maior investimento em drenagem, galeria e a realocação de 2,5 mil famílias que moravam em áreas de risco. Eu gastei menos em publicidade e gastei mais que outras gestões no meio ambiente.”

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