Revista Veja transforma aposentadoria imoral de Greca em escândalo nacional

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Ricardo Mac Donald Ghizi, Secretário Municipal da Prefeitura de Curitiba demonstra cessão irregular de Rafael Greca ao Senado entre 2011 e 2012.

Revista Veja – Nicole Fusco

O secretário do governo municipal de Curitiba, Ricardo Mac Donald, entrou com uma ação popular nesta terça-feira contra o ex-prefeito Rafael Greca. Segundo Mac Donald, Greca, que concorre à prefeitura neste ano, foi cedido ao Senado Federal de forma irregular entre 2011 e 2012 por Ducci, gerando prejuízo ao município.

Vinculado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, órgão ligado à prefeitura, Greca trabalhou no Senado em três ocasiões: a primeira entre fevereiro de 2011 e junho de 2012; a segunda entre abril de 2013 e julho de 2014; e a terceira entre dezembro de 2014 e maio de 2015.

Na ação, Mac Donald demonstra que processo da cessão de Greca feriu a lei municipal que diz que o servidor municipal só poderá ser colocado à disposição de outro órgão ou ente público “sem ônus” à prefeitura “mediante motivação justificada de relevante interesse público do município”. Na ocasião, justificou-se que o “excepcional interesse público do município de Curitiba fosse presumido em decorrências das funções parlamentares” que Greca exerceria no gabinete do senador Roberto Requião (PMDB-PR).

No período, o salário de Greca foi pago pela prefeitura e não pelo Senado Federal. “Não se vislumbra na decisão qual é o interesse público do municípios de Curitiba nas ‘funções parlamentares’”, diz Mac Donald no documento. “O que tentou o prefeito na época foi a utilização de maneira errônea do conceito de função parlamentar”, completou ele. O secretário diz ainda que o Senado agiu “de forma ilegal” ao negar o cartão ponto e o relatório de atividades de Greca na Casa, que foram solicitados por ele.

O Senado desrespeitou “o Princípio Constitucional da Transparência, além da Lei de Acesso à Informação”, diz o texto. Dessa forma, Mac Donald pede que seja suspensa a aposentadoria de 12.000 reais que Greca recebe pelo Ippuc e que o candidato à prefeitura seja condenado a ressarcir os cofres públicos com o valor gasto pelo município com o dano ao erário. O secretário pede ainda que o Senado seja oficiado a apresentas as informações negadas anteriormente.

Na Boca Maldita segue a Corrente ‘denúncia publica’ da aposentadoria imoral de Greca. Acompanhe trechos do manifesto:

Reclamação coletiva ao Ministério Público pede cancelamento de benefício conseguido pelo ex-prefeito, no IPPUC – Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba, onde o falastrão trabalhou, pasmem: menos de 04 meses e não mais de 100 dias. Rafael Greca foi aprovado em concurso naquela autarquia, no ano de 1983. Tomou posse no cargo e já no dia seguinte licenciou-se para exercer o mandato de vereador da capital.

E foi assim, o político continuou renovando a licença para cada mandato que cumpria. Ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito de Curitiba, ex-ministro e ex-funcionário do Senado Federal. Tudo aparentemente normal, não fora neste início de ano (2016), o “interesseiro” utilizar esses períodos em que passou fazendo política para contar tempo de aposentadoria no IPPUC.

Aproveitando-se de brechas legais, restou aposentado naquele instituto municipal, onde recebe desde abril/16, a polpuda quantia de R$ 12.560, 00. Na prática, nos últimos 32 anos, Greca trabalhou regularmente, menos de 04 meses e não mais que 100 dias. Absoluta e incontestável IMORALIDADE! Nessa voracidade com que amealha dinheiro público para prover seus questionáveis direitos, demonstra total falta de zelo com o orçamento que deve servir a comunidade em geral.

Movimento Popular Nossa Curitiba
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