Boca Maldita desanca Greca; Salamuni dá a largada na “convocação primavera”

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O candidato a vice, na chapa de Gustavo Fruet – Prefeito, Paulo Salamuni esteve pessoalmente no Café Avenida, nesta quarta-feira ao meio-dia, para iniciar a distribuição de manifesto subscrito por lideranças sociais. 

No documento, forte denuncia da farsa do Ibope, da tentativa da elite conservadora que tenta voltar ao domínio da cidade e ao mesmo tempo, a confirmação de apoio à gestão de seriedade e compromissos sociais. O Gustavo segue determinado a mobilizar Curitiba e vencer as eleições. Esse cachorro louco que o adversário armou com instituto de pesquisa só vai dar maior ímpeto ao nosso enorme grupo de colaboradores nesta reta final de campanha, declarou Salamuni.

Veja trechos do manifesto da Convocação Primavera:

Pesquisa do IBOPE é uma farsa. Nossa Curitiba não pode voltar ao domínio da elite conservadora que abomina os compromissos sociais. Gustavo Fruet Prefeito é a segurança para nossa capital seguir em frente. Rafael Greca, candidato da elite conservadora será rechaçado e a administração municipal se manterá sob a seriedade e os compromissos sociais. A divulgação de pesquisa do Ibope com índices altamente favoráveis ao ex-prefeito, acontece logo em seguida à denúncia de que o instituto recebeu na atual campanha R$ 189.000,00 por prestação de serviços à coligação encabeçada por Greca.

Ora, esta situação de manter um contrato com um dos candidatos e realizar as pesquisas gerais, tipifica uma orgia política sem o mínimo pudor. Portanto, os índices do Ibope estão completamente destituídos de legitimidade. A cidade repudia essa mancebia ‘Greca/Ibope’ e reagirá de forma contundente. O movimento Popular Nossa Curitiba estará nas ruas através da Convocação Primavera: não ao candidato da elite conservadora e sim a Gustavo Fruet e Ney Leprevost, candidatos da gestão de seriedade e compromisso social.

Enrascadas do Grerca (I)

O jornal Folha de São, na edição desta quarta (21), mostra em matéria de página que peças de arte surrupiadas da Fundação Cultural de Curitiba, estão no sítio do candidato Rafael Greca, localizado na cidade de Piraquara. Diz a Folha “Essa suspeita nasceu da comparação dos itens desaparecidos com fotos publicadas pelo próprio Greca nas redes sociais”.

Oito anos após o desaparecimento das peças, que ocorreu quando Greca era prefeito, ele exibiu em sua página em rede social imagens externas e internas da chácara São Rafael, propriedade de sua família. Três móveis expostos na rede social coincidem, em descrição e imagens, com os objetos desaparecidos em 1995: uma cristaleira (“étagère”) e dois lavatórios, sendo um deles do século 19.

Enrascadas do Greca (II)

Já o Portal UOL, aumenta a dor-de-cabeça do ex-prefeito com a seguinte manchete:
“Em Curitiba, Greca doa para própria campanha valor maior que seu patrimônio”. E segue com a matéria:

O ex-ministro do Esporte e Turismo Rafael Greca (PMN) doou R$ 600 mil à própria candidatura a prefeito de Curitiba. É o que mostram dados da primeira prestação parcial de contas, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É o equivalente a 59,71% do R$ 1.004.900 arrecadados até agora pela campanha do PMN. O valor supera, inclusive, o patrimônio declarado por Greca ao TSE — R$ 573.442,75.

O Ministério Público Eleitoral diz que irá “apreciar a questão”. “[A doação de valor superior ao patrimônio declarado] É um fato relevante que precisa ser apreciado”, afirmou ao UOL o procurador regional eleitoral Alessandro José Fernandes de Oliveira. A resolução 23.463/2015, do TSE, autoriza o candidato a “usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos para o cargo ao qual concorre”. Em Curitiba, quem busca a prefeitura pode gastar até R$ 9.571.089,80.

Outro artigo do mesmo texto diz que é vedado pelos candidatos o uso de recursos que “não estejam caucionados por bem que integre seu patrimônio no momento do registro de candidatura, ou que ultrapassem a capacidade de pagamento decorrente dos rendimentos de sua atividade econômica”. “[A diferença entre a doação e o patrimônio] É passível de verificação pela Justiça Eleitoral. Ela pode, certamente, questioná-la”, disse ao UOL Roosevelt Arraes, professor de Direito Eleitoral do UniCuritiba (Centro Universitário Curitiba).

“Habitualmente, o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral segue o que é informado ao imposto de renda no ano anterior. Mas o candidato pode ter tido acréscimo patrimonial depois disso”, ressalva o especialista. “Mas o candidato terá que justificar de onde está tirando o dinheiro, qual o lastro do que está sendo colocado na campanha.”

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