Curitiba é a capital com melhor ensino público do País, de 1ª a 5ª série

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Cidade se consolida na vanguarda no setor educacional brasileiro. O Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em Curitiba é de 6,3 para os anos iniciais do ensino fundamental, do 1.º ao 5.º ano.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (8) pelo Ministério da Educação. O índice da capital paranaense supera o anterior, de 5.9 alcançado em 2013 e a meta de 6.0 estabelecida pelo MEC para a cidade. As séries finais do ensino fundamental, do 6.º ao 9.º ano, em Curitiba – que tem onze das 185 escolas da rede ofertando esta demanda – ficaram na segunda colocação entre as capitais. Todas as onze escolas avançaram e o índice neste grupo passou de 4.7 alcançados em 2013 para 5.3 nesta edição.

A melhora no desempenho dos estudantes curitibanos, que foram avaliados em provas de Língua Portuguesa e Matemática, está relacionada a uma série de investimentos feitos pelo Município nos últimos três anos e meio. Entre eles, a ampliação de recursos para área, com 30% do orçamento do Município destinado à educação, investimento nos profissionais, implantação de novos planos de carreira e programa de formação continuada, além de R$ 94 milhões destinados a construções e melhorias de unidades escolares e projetos inovadores, como Projeto Centro Regional de Educação de Jovens e Adultos (Cereja) e o Equidade.

“Esse é o resultado da ampliação dos investimentos feitos em Educação, do plano de formação continuada e do projeto Equidade. Parabéns Curitiba, parabéns aos profissionais, alunos, comunidade, isso sim é transformação, inovação, tecnologia e olhar para o futuro”.
Prefeito Gustavo Fruet

Paraná também atesta avanços
Os índices da educação na rede estadual de ensino está superior aos anos anteriores. Os dados do Ideb mostram que o estado passou de 3,4 no ensino médio para 3,6. Nos anos finais no ensino fundamental, subiu de 4,1 para 4,3 e avançou de 5,8 para 6,1 nos anos iniciais.

O Ideb de 4,3 para os anos finais do fundamental é o melhor índice já alcançado pelas instituições públicas do Estado. Já o ensino médio nas instituições públicas passou da 8ª para a 5ª posição, contribuindo de maneira significativa para que o Estado tenha alcançado a 6ª posição na classificação geral.

Somada a participação das escolas particulares, o índice geral atingiu 6,2 nos anos iniciais do fundamental, 4,6 nos finais e, no ensino médio, 3,9. Com essa evolução, o Paraná ocupa a 4ª posição nos anos iniciais, a 6ª nos finais e a 6ª colocação também no médio, levando-se em conta as redes pública e particular.

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, credita a melhora de desempenho aos primeiros frutos do Programa Meta – Minha Escola Tem Ação, carro-chefe da área pedagógica. O programa tem como objetivos elevar os índices educacionais, reduzindo o abandono e a reprovação por meio de uma boa gestão escolar.

“Para isso, trazemos a família cada vez mais para dentro da escola, estimulando a participação e melhorando o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Também a rede de proteção, que inclui conselhos tutelares, prefeituras municipais, Ministério Público e outros órgãos públicos, nos ajuda a manter os estudantes em sala de aula”, comenta Ana Seres.

Ela acrescenta que mesmo com a greve de professores do ano passado, houve melhora no indicador. “Isso mostra que o empenho na reposição das aulas e o nosso rigor na cobrança do cumprimento dos 200 dias letivos, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), surtiram efeito”, diz a secretária.

“Sou muito grata pelo envolvimento e dedicação de todos: funcionários, professores, diretores e equipes dos Núcleos e da Secretaria. Graças a cada um conseguimos esse resultado no principal indicador da educação”, comenta Ana Seres.

MÉDIO – A secretária destaca que o ensino médio passará por uma reforma. “O médio ainda registra maior taxa de evasão. É necessário adequar essa etapa do ensino para reverter esse quadro em cenário nacional. Mas esse é um trabalho que será feito a nível nacional e que inclui a aprovação do projeto de lei nº 6840/2013, que tramita na Câmara”, lembra Ana Seres.

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