Caminhão de som com a declaração do vômito de Greca faz sucesso nos bairros

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Nesta quarta-feira pela manhã começou a rodar pela cidade um caminhão reproduzindo no sistema de som a declaração do ex-prefeito Rafael Greca em que o mesmo, diz ter vomitado ao sentir o cheiro de um mendigo.

No primeiro bairro visitado, a Fazendinha, populares aplaudiram a passagem do caminhão e puderam ser ouvidos os gritos de “fora Greca, Curitiba não precisa de você”.  A repulsa pela forma com que Greca se referiu às pessoas desvalidas continua crescente em toda a cidade e seguramente será fator de derrubada do candidato na eleição do próximo domingo.

Tá no blog do Juca Kfouri
Pobre faz Greca vomitar

Rafael Greca, ex-ministro do Esporte e do Turismo no governo FHC, exonerado num dos escândalos dos bingos, lidera a pesquisas de intenção de votos para a prefeitura da “República de Curitiba”. Quando ministro, em 2000, ele mandou fazer, por 3 milhões e meio de reais, uma réplica da nau de Pedro Álvares Cabral para comemorar os 500 anos da descoberta do Brasil e refazer o trajeto entre Salvador e Santa Cruz Cabrália.

A caravela voltou rebocada para a capital baiana nem bem saíra do porto e virou piada, não de português, mas de paranaense mesmo. É possível que a força-tarefa da Lava Jato tenha de conviver com tal felliniana figura, que vomita com cheiro de pobre como você pode ver abaixo, frase dita em sabatina a que foi submetido na faculdade de jornalismo da PUC paranaense.

Centrais sindicais reafirmam reúdio à Greca por declaração preconceituosa

Cinco centrais sindicais do Paraná — CTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, CUT e UGT — lançaram, uma nota pública contra a declaração do candidato a prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), que afirmou ter “ter vomitado ao sentir cheiro de pobre” durante debate na PUC-PR

“Ao afirmar ‘eu nunca cuidei dos pobres, eu não sou São Francisco de Assis, até porque a primeira vez que tentei carregar um pobre, dentro do meu carro, eu vomitei por causa do cheiro’, o candidato promove um desserviço ao debate público e estimula o preconceito e o acirramento da divisão política pela qual passa o Brasil, divisão essa que tem ajudado a levar a economia à derrocada, custando muitos empregos, reduzindo a renda e ampliando o número de pobres”, consta no texto.

Segundo a nota, “não é com afirmações preconceituosas e desrespeitosas que vamos construir um Brasil unido em torno de um necessário e urgente entendimento nacional”. “Os 2,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que representamos no Estado do Paraná exigem respeito, políticas sérias e um imediato pedido de retratação por parte do candidato. Queremos propostas concretas voltadas à retomada da economia e à geração de empregos, e não fanfarras irresponsáveis e zombarias infelizes feitas em cima do agravamento da crise econômica e do número de pobres em nosso País”.

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